Pré-candidatos, Mercadante e Padilha viajam mais a SP

Pré-candidatos do PT ao governo paulista em 2014, os ministros Aloizio Mercadante (Educação) e Alexandre Padilha (Saúde) têm concentrado em São Paulo seus compromissos oficiais fora de Brasília.

O Estado é o mais visitado pelos dois, que usam as viagens para anunciar benefícios para municípios, entregar obras e divulgar ações do governo federal.

Os custos desses deslocamento são pagos pela União.

Entre janeiro de 2012 e a última sexta-feira, Mercadante teve compromissos oficiais longe da capital em 51 dias. Em 28 deles, esteve em São Paulo. Ou seja: 55% das viagens de Mercadante incluíram o Estado no roteiro.

Já Padilha foi a São Paulo em 57 dos 130 dias em que teve compromissos oficiais fora de Brasília. Isso dá 44% do total de dias viajados. Há dias em que os ministros visitam mais de um Estado.

O levantamento não inclui as viagens pessoais dos dois ministros, que são de São Paulo, nem contabiliza as cidades visitadas para a participação em campanhas eleitorais no ano passado.

Até agora, o nome de Mercadante é o mais forte no PT para disputar o governo em 2014. Ele concorreu ao cargo em 2010, mas perdeu para Geraldo Alckmin (PSDB).

Padilha tem o atributo da novidade. Mas pode enfrentar dificuldade, já que sua área, a saúde, é mal avaliada nas pesquisas.

Em suas viagens, os ministros priorizam compromissos no interior e no litoral paulista, áreas em que Alckmin tem forte influência, em detrimento do ABC, considerado um “cinturão petista”.

Mas a cidade mais visitada pelos dois é mesmo a capital, onde o PT ganhou força após a vitória de Fernando Haddad na disputa pela prefeitura.

Padilha esteve na capital em 35 dias diferentes. Na última quinta, na Assembleia, anunciou um pacote de benefícios a prefeituras e falou sobre programas de sua gestão à frente do ministério.

No interior, uma das marcas exploradas por Padilha são as UPAs (Unidades de Pronto-Atendimento), vitrine do governo na área da saúde. Ele participou da inauguração de nove delas em municípios paulistas no período.

Do ano passado para cá, Padilha visitou 77 municípios no país, dos quais 28 ficam no Estado de São Paulo.
Mercadante viajou menos. Esteve em 20 cidades, seis delas no Estado de São Paulo. Na capital, esteve 24 vezes.

O ministro da Educação também aproveita suas viagens para expor marcas de sua gestão. No início do mês, participou do Congresso Estadual dos Municípios, em Santos, com prefeitos e outros gestores municipais.

Na ocasião, citou possibilidades de parcerias do governo federal com prefeituras para construção de creches e compra de ônibus escolares. “Queremos fazer muito mais por São Paulo”, afirmou.

Mercadante também aparece muito ao lado da presidente Dilma Rousseff, que tem boa avaliação.

Ele esteve em cerca de 40 compromissos com ela e fez ao menos dez viagens internacionais em sua comitiva –algumas sem relação direta com a área da educação, como a ida ao Vaticano após a escolha do novo papa.

OUTRO LADO

Os ministérios da Educação e da Saúde negaram que as viagens dos ministros Aloizio Mercadante e Alexandre Padilha tenham caráter partidário ou eleitoral.

A pasta da Educação informou que Mercadante cumpriu em São Paulo “agendas inerentes” à função de ministro, como visitas a universidades e institutos federais e encontros com autoridades, “em conformidade com todas as regras do serviço púbico”.

Sobre as viagens internacionais ao lado da presidente Dilma Rousseff, o ministério informou que o governo federal “colocou a educação no topo da diplomacia brasileira” por meio do Ciência sem Fronteiras e que os compromissos no exterior viabilizam articulação de parcerias para o programa.

Segundo o ministério, Mercadante teve encontros com o presidente da Itália e da Eslovênia para tratar do programa quando foi à Itália após a escolha do novo papa.
O Ministério da Saúde informou que o ministro Alexandre Padilha acompanha programas desenvolvidos pela pasta “em todos os Estados brasileiros”.

De acordo com o ministério, São Paulo concentra 18% dos leitos hospitalares do país e 27% dos atendimentos ambulatoriais da rede pública. E sedia sociedades de medicina, universidades e cinco dos seis hospitais de excelência na área.

A pasta informou também que, desde 2011, São Paulo foi o Estado em que o ministro mais recebeu convites para compromissos depois do Distrito Federal. Dessa forma, também só perde para a capital federal em número de eventos em que esteve.

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