Polícia apura se ação da Rota com 9 mortes foi vingança

A Polícia Civil de São Paulo investiga se a ação da Rota em Várzea Paulista, que resultou na morte de nove pessoas na última terça-feira, foi uma espécie de resposta dada pelos policiais militares aos criminosos da cidade.

Isso porque a ação contra o grupo supostamente ligado à facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital) ocorreu quatro dias após um PM da cidade ter sido baleado durante um atentando criminoso, no dia 7 deste mês.

De acordo com a polícia, o soldado Antônio Marcos Pellini, do 49º batalhão, andava de moto por uma avenida da cidade quando foi cercado por um veículo ocupado por quatro suspeitos.

Pellini, que estava de folga naquele dia, foi atingido por dois tiros: um no peito e outro na clavícula.

O policial foi levado para o hospital, sobreviveu e não corre risco de morrer.

De acordo com policiais civis ouvidos pela Folha, desde o atentado contra o soldado Pellini, homens do serviço reservado da Rota foram vistos na cidade.

Esses policiais suspeitam que, desde então, integrantes do PCC na cidade passaram a ter suas conversas telefônicas monitoradas.

Nesse monitoramento teria sido descoberta a existência do “tribunal do crime” contra um suspeito de estuprar uma garota de 12 anos e, também, a oportunidade para atacar os criminosos reunidos em uma chácara da cidade.

Os investigadores ouvidos pela reportagem não souberam informar se entre os nove mortos na terça-feira passada estavam algum dos criminosos que tentaram matar o PM no dia 7 de setembro.

PROMOTORIA

Além da polícia, membros do Ministério Público do Estado afirmam não acreditar na versão apresentada pelo governo de tudo ter sido descoberto graças a uma denúncia anônima feita ao serviço reservado da Rota.

Ontem, a Secretaria da Segurança Pública reafirmou, por meio de nota, que a ação resultou de uma denúncia anônima e informou que, até o momento, não há indícios de irregularidades na ação. A PM não se manifestou.

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