Piloto da morte fez voo ilegal do Rio até a Bahia

Rio – Mesmo com sua habilitação vencida desde 2005, o empresário Marcelo Mattoso de Almeida pilotou o helicóptero PR-OMO, sexta-feira passada, entre o Rio e Porto Seguro. No início da noite, Almeida voltou a pilotar o helicóptero, que caiu e matou todos seus ocupantes.

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Rio bahia

A viagem para Porto Seguro começou na manhã de sexta-feira, no Heliponto da Lagoa, na Zona Sul, quando Almeida recebeu a aeronave do piloto Felipe Calvino Gomes, que fora buscá-la em um heliporto privado no Recreio dos Bandeirantes. O helicóptero seguiu lotado para a Bahia.

Para decolar, Almeida forneceu ao controle de tráfego aéreo o número de habilitação de outro piloto — provavelmente, o de Gomes. A irregularidade não foi detectada durante a longa viagem, que incluiu, pelo menos, uma parada para reabastecimento.

Mergulho

Pescadores que viram o acidente disseram que o helicóptero, pouco antes da queda, voava numa altitude muito baixa, em torno de 60 metros, em meio à escuridão. Segundo as testemunhas, o aparelho mergulhou no mar.

Ética federal 1

Caso trabalhasse no governo federal, o governador Sérgio Cabral teria dificuldades para usar o avião de Eike Batista em sua viagem até Porto Seguro. O ato poderia ser visto como infração ao Código de Alta Conduta da Administração Federal, fiscalizado pela Comissão de Ética Pública.

Ética federal 2

O artigo 7º do código, aprovado em 2000, diz que a autoridade pública não poderá “receber transporte, hospedagem ou quaisquer favores de particulares de forma a permitir situação que possa gerar dúvida sobre a sua probidade ou honorabilidade”.

TORRE PODERIA TER IMPEDIDO VOO

Presidente do Sindicato Nacional dos Controladores de Tráfego Aéreo, Jorge Botelho diz que a torre de comando do Aeroporto de Porto Seguro poderia ter impedido aquela que seria a última decolagem do PR-OMO. Isto, porque já havia anoitecido e o tempo estava nublado. O helicóptero não tinha instrumentos que permitissem voos noturnos. “É esquisito que a autorização tenha sido dada depois do pôr do sol e em condições adversas, é preciso apurar o que houve”, diz.

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