Petroleiros fazem greve de advertência nesta 4a

Os petroleiros decidiram realizar nesta quarta-feira (26) uma “greve de advertência” de 24 horas. O objetivo é o de pressionar a Petrobras a melhorar a oferta de reajuste salarial que levou à mesa há sete dias. A estatal propôs reajustes reais (acima da inflação) de 0,9% a 1,2%. A categoria pede mais.

Em texto veiculado na sua página na internet, a FUP (Federação Única dos Petroleiros) escora a insatisfação em estudo do Dieese. Envolve 370 categorias que tiveram data-base no primeiro semestre. Verificou-se que 97% dessas negociações resultaram em aumentos superiores à variação da inflação –média de 2,23%.

A FUP marcou para sexta-feira (28) uma reunião do seu conselho deliberativo. Ameaça convocar uma greve nacional por tempo indeterminado caso a Petrobras não apresente uma proposta mais generosa. Dos cerca de 80 mil petroleiros em atividade no Brasil, a FUP representa algo como 40 mil.

Os sindicatos não vinculados à federação são chamados de “dissidentes”. A data-base é a mesma: 1o de setembro. Mas a estratégia costuma ser distinta. Na notícia que levou à web, a FUP anotou:

“Os sindicatos dissidentes estão chamando os trabalhadores de suas bases a somarem-se à greve nacional de 24 horas. […] Esperamos, sinceramente, que essas direções sindicais fortaleçam a greve nacional, buscando, de fato, a conquista de um acordo vitorioso. A categoria não pode continuar sendo vítima das manobras políticas dos divisionistas, como vem acontecendo nas últimas campanhas.”

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