Morto durante assalto na Virada Cultural será enterrado em Embu

O jovem morto em um assalto durante a madrugada de domingo (19) na Virada Cultural será enterrado nesta manhã, no Cemitério Jardim da Paz, em Embu da Artes, da Grande São Paulo. O padeiro Elias Martins Moraes Neto, de 19 anos, foi morto na Avenida Ri Branco após ele e três amigos serem abordados por dois criminosos. Segundo os policiais ouvidos pelo G1, os criminosos exigiram os celulares do trio, que entregou os aparelhos, mesmo suspeitando que a dupla não portava arma. Elias e os amigos, então, correram atrás dos criminosos, quando o jovem levou um tiro no rosto. Ele foi levado para a Santa Casa, mas não resistiu. O caso foi registrado pelo 3º Distrito Policial, em Santa Ifigênia, como latrocínio (roubo seguido de morte).

Além de Elias, a PM registrou outra morte na Virada Cultural. Um jovem de 21 anos morreu por suspeita de overdose. Jonatan Santos Nascimento foi encontrado caído na região de Santa Ifigênia, no Centro, e socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) à Santa Casa.

A Polícia Militar afirma que 28 pessoas foram presas durante a operação da Virada Cultural 2013, segundo balanço preliminar divulgado às 18h deste domingo. Segundo o balanço da PM, houve 17 prisões em flagrantes, 12 roubos, 12 tumultos, seis pessoas esfaqueadas, nove menores presos e uma arma apreendida.  Entre os detidos estão suspeitos de roubos de celulares, bolsas, vandalismo e tráfico de drogas.

O comandante da operação, Reynaldo Simões Rossi, disse que os números podem ser alterados com a conclusão de ocorrências.

O prefeito Fernando Haddad (PT) afirmou que, com base na observação do Centro de Comando, a organização percebeu o aumento na criminalidade. “A constatação foi a de que o número de ocorrências foi maior do que o previsto, mas havia contingente para atender essas ocorrências e reforçar o policiamento onde era necessário”, disse Haddad. “O que mais preocupou foi a questão da segurança, principalmente nos episódios da madrugada, das 2h30 às 5h”, afirmou o prefeito.

Haddad destacou que houve um contingente recorde com 3,8 mil PMs e 1,4 mil guardas-civis para monitorar um público estimado em 4 milhões de pessoas.

Após Haddad afirmar que houve aumento no total de ocorrências, o representante da PM pediu a palavra para afirmar que ainda é preciso analisar os números finais para constatar se houve recorde.

“Peço licença, mas gostaríamos de aguardar o total do cômputo de ocorrências para dizer se houve aumento”, disse. “Presumimos que, com o aumento do público, o número de ocorrências ia aumentar, mas mesmo assim temos que concluir esse levantamento”, completou.

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