Mano diz que retorno de Ronaldinho depende do desempenho no Fla

Treinador avisa que volta ao Brasil não garante convocação e se preocupa que veteranos, como o caso de Rivaldo, roubem espaço de promessas

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Ronaldinho e o sorriso fácil no Flamengo: volta à Seleção só depende dele

O sorriso fácil de Ronaldinho desde que chegou ao Flamengo tem como objetivo final a Copa do Mundo de 2014. Mano Menezes sabe do desejo do astro e coloca nas mãos dele o êxito da missão.

Ronaldinho iniciou 2010 bem, comandando e se destacando no irregular Milan. Esteve até cotado para disputar o Mundial da África do Sul, mas Dunga não atendeu à vontade de parte da opinião pública. O segundo semestre, contudo, teve gosto azedo. O jogador não conseguiu sequer vaga no time de Massimiliano Allegri, mas recebeu uma chance no último amistoso da Seleção no ano, contra a Argentina. A participação na derrota por 1 a 0 foi discreta. Retornou à Itália, permaneceu sem chances e decidiu que era hora de voltar para casa.

Depois de arrastada novela, fechou por quatro anos com o Flamengo. Na apresentação, disse que jamais esteve tão motivado e reafirmou a vontade de disputar a Copa de 2014, que acontece no Brasil. Mano escancarou as portas. Mas ligou a convocação do astro ao bom desempenho no clube.

- Ronaldinho (voltar à Seleção) vai depender muito dele, da produção dele. Temos falado muito nessa possibilidade. Certamente ele vai aumentar a participação em jogos, coisa que não acontecia no Milan nos últimos meses. Isso que o jogador idealiza. Se estiver bem, vai fazer parte dos planos.

O camisa 10 treina há quase duas semanas no Rubro-Negro carioca e tem estreia agendada para o próximo dia 2 de fevereiro, contra o Nova Iguaçu. Será a hora de começar a mostrar serviço para o comandante. Até porque, em outra parte da entrevista coletiva em que anunciou a lista de 23 convocados para o amistoso contra a França, dia 9 de fevereiro, o treinador deu uma resposta genérica, sem menção específica a Ronaldinho, mas que serve de recado para o meia-atacante.

- Não é fundamental para estar na Seleção jogar no Brasil ou fora. Essa é a regra. O que pode ser valorizado é a questão individual do rendimento. Ele se sentir melhor. Tenho ouvido com freqüência a colocação “estar feliz” e espero que o Brasil ajude muitos, mas você sabe que o aspecto que leva o jogador para a Seleção é objetivo. Retornar não é determinante. Espero que o ar brasileiro ajude muito no rendimento de todos os jogadores que voltam – declarou Mano.

‘Certa surpresa’ com o destino de Rivaldo

Abordando outra negociação que chamou a atenção neste início de ano e falando especificamente de Rivaldo, o treinador mostrou-se surpreso com o desfecho do retorno do pentacampeão ao país. Inicialmente ele seria presidente e jogador do Mogi-Mirim. Porém, continua presidente do clube do interior, mas vai jogar no São Paulo.

Mano, que dirigiu o Corinthians com os veteranos Ronaldo (34) e Roberto Carlos (37), mostrou preocupação com essa invasão de jogadores em fim de carreira nos principais clubes brasileiros.

- Rivaldo (38 anos) foi com uma certa surpresa. Situação estava encaminhada para o Mogi, clube que preside. Ele é um grande jogador, com idade avançada. É bom porque estamos avançando na utilização de jogadores em alto nível até mais tarde. A única preocupação é que esses jogadores ocupem vagas nos melhores clubes do país. São grandes jogadores, mas o tempo não perdoa certas coisas – afirmou.

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