Manifestantes tomam café e varrem frente do Palácio dos Bandeirantes

Cerca de 30 manifestantes organizaram um café da manhã nesta terça-feira (18) em frente ao Palácio dos Bandeirantes, no Morumbi, na Zona Sul de São Paulo. O clima era tranquilo em frente à portaria 2, onde eles se concentram. Eles chegaram a varrer a frente da sede do governo onde ainda havia sujeira que sobrou do conflito ocorrido na noite de segunda-feira (17). A polícia acompanha o ato à distância.

O Palácio dos Bandeirantes foi o único ponto que registrou tumulto durante a manifestação que reuniu cerca de 65 mil pessoas em São Paulo. Um grupo de manifestantes conseguiu arrombar a portaria 2 do Palácio dos Bandeirantes por volta das 23h. A polícia reagiu com bombas de efeito moral e gás de pimenta. Após a situação se acalmar, um grupo decidiu passar a noite em frente ao palácio.

A Avenida Morumbi, que passa em frente ao Palácio dos Bandeirantes, segue bloqueada nesta manhã. Segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), a via está interditada no sentido Morumbi. Devido ao bloqueio, a CET montou uma faixa reversível. Para o motorista que seguia na direção do Aeroporto de Congonhas, a companhia indicava um desvio pela Avenida Giovanni Gronchi, passando pela Praça Roberto Gomes Pedrosa e pelas avenidas Jules Rimet e Padre Lebret. O tráfego era intenso na região por volta das 9h15.

Os manifestantes ajudam a organizar o trânsito em frente ao Palácio e pedem para os motoristas buzinarem em apoio ao protesto. Eles disseram ao G1 que não esperam ser recebidos pelo governador Geraldo Alckmin, mas que têm a expectativa de que outras pessoas venham reforçar o bloqueio. Por volta das 8h, eles organizaram um café da manhã. Apoiadores vieram trazer alimentos para os colegas. Eles não descartam a possibilidade de caminhar até a sede da Assembleia Legislativa de São Paulo, na região do Ibirapuera.

As pessoas que permaneceram em frente ao palácio ainda carregavam os cartazes do protesto. Uma fogueira foi feita durante a madrugada na Avenida Morumbi, que passa em frente ao palácio. Nesta manhã, era possível ver pichações nos muros externos da sede do governo e no asfalto, todas relacionadas ao aumento das tarifas do transporte urbano. Um grupo varria o chão onde ainda havia sujeira do ato. A vassoura foi emprestada por funcionários do palácio, segundo os manifestantes.

A estudante de veterinária Agnes Ferreira, 21, saiu às 17h da Avenida Faria Lima, na Zona Oeste da capital paulista e caminhou até a sede do governo. “Resistimos aqui. Jogaram cinco bombas na gente. Também deram dois tiros de bala de borracha”, afirmou.

Após o confronto entre manifestantes e policiais militares na noite de quinta-feira (13), o secretário de Segurança Pública, Fernando Grella, anunciou no domingo (16) a mudança nos procedimentos para acompanhar os protestos. O uso de balas de borrachas foi descartado assim como a mobilização da Tropa de Choque. A PM foi orientada a agir, durante as manifestações, somente em caso de provocação e vandalismo.

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