Luis Fabiano resgata temperamento explosivo e volta a deixar São Paulo na mão em decisões

“Não vou ficar explicando porque não vai adiantar. Acho que vou ser massacrado, criticado com razão”. Esta frase de autoria do atacante Luis Fabiano após o empate por 0 a 0 contra o Tigre resume a expulsão infantil do jogador aos 13min do primeiro tempo da final da Sul-Americana e a certeza do camisa 9 do São Paulo de que será criticado tanto pela torcida quanto pela opinião pública por deixar o Tricolor na mão pela segunda vez em três partidas decisivas nesta temporada.

Luis Fabiano não participou da derrota por 3 a 1 para o Santos, que eliminou o São Paulo do Paulistão, por ter sofrido um desnecessário cartão amarelo no jogo anterior contra o Bragantino. A única partida decisiva que eliminou o Tricolor e contou com a presença do camisa 9 foi a semifinal contra o Coritiba, em que ele teve uma atuação abaixo da média e não conseguiu ajudar o time a evitar a derrota por 2 a 0.

Para piorar o quadro, Luis Fabiano resgatou o que ele havia feito todos acreditarem que já era parte de um passado distante: o seu temperamento explosivo. Nas quartas contra a Católica, o atacante havia bradado que não cairia mais em provocações. Mas pelo visto, não resistiu, pois foi apartar um início de confusão com Lucas e os jogadores do Tigre e acabou tentando acertar um chute no zagueiro Donatti. Resultado: ambos foram expulsos, sendo que o argentino se deu mal por ter simulado agressão.

“Apesar de toda experiência que tenho, foi a primeira expulsão em final na minha carreira, mas às vezes a gente não tem sangue de barata. E eu não tenho, sou desse jeito, tenho que assumir. Não gosto de levar desaforo pra casa, de tomar porrada. Ele me deu um soco no braço e ameacei o chute”, justificou.

Principal referência ofensiva e um dos líderes do time, Luis Fabiano deixa a diretoria do São Paulo em saia justa pelo status que ocupa no elenco. Os dirigentes estão cientes que uma atitude mais enérgica precisa ser tomada pelo atacante ser reincidente no caso, mas temem a reação dos outros jogadores.

“Isso é uma decisão que tem que ser tomada de cabeça fria. São vários fatores que influenciam, tem a harmonia do grupo, a proximidade da outra final. Vamos ver”, esclareceu o presidente Juvenal Juvêncio.

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