Londres faz Jogos funcionais e de público emocionado com heróis locais

Após o espetáculo grandioso de Pequim, Londres tinha uma missão espinhosa. Em meio à crise europeia, fazer a 30ª edição da Olimpíada sem desperdiçar, mas também para impressionar o mundo.

Não houve de fato o mesmo glamour, mas os britânicos conseguiram, com planejamento e organização, fazer um espetáculo funcional.

E, mais importante, deram aos atletas condições para competirem em alto nível, não transformaram a vida dos londrinos em um inferno nem irão prejudicar de forma drástica seu futuro.

Todas as instalações de Londres estavam prontas um ano antes da Olimpíada e puderam ser testadas. Isso fez grande diferença ao planejar o acesso dos torcedores.

As arenas mais compactas foram eficientes. As provisórias, mesmo sem charme, deram conta de abrigar o público. Ponto negativo para o centro aquático, com pontos cegos e assentos muito distantes da piscina, mas que não ficarão de herança.

Nos primeiros dias, motoristas perdidos rodaram por horas com atletas famintos até chegarem à Vila.

Mas depois todos parecem ter encontrado o rumo. O transporte oficial dos competidores funcionou e metrôs, trens e ônibus também deram conta de nova demanda.

O já superlotado sistema de transporte londrino não entrou em colapso. Havia, sim, longas filas e vagões cheios na chegada e na saída das arenas, principalmente do Parque Olímpico.

Mas esquemas para conter torcedores ajudaram a evitar aglomerações e tumultos. O trânsito na cidade teve alguns problemas, mas sem caos.

A segurança acabou sendo o calcanhar de Aquiles dos Jogos. O escândalo da empresa G4S às vésperas do evento ligou o sinal de alerta. Como a companhia não treinou o número de seguranças privados prometido, as Forças Armadas foram acionadas.

Onde havia soldados, a checagem na entrada das arenas ocorria sem problemas. Mas quem passava pelo processo todos os dias assustava-se com a falta de consistência do protocolo de revista dos seguranças privados.

Itens proibidos num dia, como embalagens com mais de 100 ml de líquido, eram liberados no outro. Mas não houve incidentes graves.

O público, meio alheio aos Jogos antes das competições, emocionou por sua empolgação com os atletas britânicos, que atingiram seu melhor resultado na história.

Com a Olimpíada “mais perto”, grande número de torcedores de todas as partes do mundo, principalmente europeus, eram vistos nas arenas, o que não aconteceu nos Jogos de Pequim-2008.

E na multicultural Londres, os “locais” também puderam torcer pelas seleções e atletas de seus países de origem.

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