Juros para financiamento de carro atingem novamente o menor nível em 16 anos

Por Economia UOL,

SÃO PAULO – As taxas de juros do CDC para financiamento de automóveis e do empréstimo em financeiras recuaram em outubro e alcançaram, novamente, o menor nível da série histórica, iniciada em janeiro de 1995. Os dados fazem parte do levantamento da Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade), divulgado nesta quinta-feira (10).

Os juros da primeira modalidade de crédito passaram de 2,24% ao mês (30,45% ao ano) em setembro para 2,16% a.m. (29,23% a.a.), em outubro. Já a taxa da segunda modalidade caiu de 8,94% a.m. (179,41% a.a.) para 8,76% a.m. (173,92% a.a.), na mesma base comparativa.

Cheque especial e outras modalidades
Ainda de acordo com o levantamento, os juros mensais do cheque especial passaram de 8,23% em setembro para 8,21% em outubro. Ao ano, os juros dessa modalidade de crédito atingiram 157,76%, ante 158,33%.

Os juros mensais do comércio, por sua vez, passaram de 5,54% em setembro para 5,44% em outubro. Ao ano, os juros atingiram 88,83%, ante 90,99%.

Já os juros do empréstimo pessoal em bancos recuaram de 4,47% para 3,58% ao mês, entre setembro e outubro. Ao ano, a taxa dessa modalidade de financiamento caiu de 69,00% para 65,92%.

O juro do cartão de crédito, por sua vez, manteve-se estável entre um mês e outro, em 10,69% ao mês. Essa taxa é a maior desde junho de 2000, quando estava em 10,70%.

Evitando as dívidas
Segundo especialistas, o consumidor deve organizar sua vida financeira elaborando um orçamento doméstico como forma de definir quais são as suas reais necessidades e planejar todos os seus gastos considerando sempre a sua renda disponível e não a renda disponível mais crédito, ou seja, os gastos devem caber dentro do salário.

Outra dica é gastar menos do que tem de renda, assim, será possível fazer uma reserva financeira para ser utilizada em eventuais gastos extras, não previstos ou até mesmo planejar a compra de algum bem no futuro. “Lembre-se que toda vez que o consumidor gastar mais do que ganha, ou ficará inadimplente e com isso, sujeito a todas consequências de ter o nome negativado, não tendo acesso a qualquer tipo de crédito ou terá que recorrer a empréstimos e assumir o pagamento de juros”, orientam.

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