José Dirceu critica uso do mensalão na campanha eleitoral

No dia de seu julgamento pelo STF (Supremo Tribunal Federal), o ex-ministro José Dirceu acusou a oposição –em especial José Serra –de uso eleitoral do mensalão.

Isolado num condomínio em Vinhedo (SP), ele evitou se manifestar sobre o processo no blog que publica diariamente, dedicando-se a temas como política internacional, planos de saúde e eleições.

Mas, ao abordar a corrida municipal, Dirceu acabou por afirmar que o julgamento é uma “obsessão” de Serra.

O petista postou nove textos ontem. Além da reprodução de um artigo de seus advogados, o mensalão ocupa apenas os dois últimos parágrafos de uma análise sobre as eleições.

Nele, Dirceu afirma que “a Justiça Eleitoral está proibindo em todo o país o uso indevido e ilegal do julgamento pelo STF da ação penal 470, chamada pela mídia de mensalão”. “É uma utilização que começou com José Serra, candidato tucano a prefeito de São Paulo, que fez do tema indevido sua mais recente obsessão”, escreveu Dirceu.

Ele registra ainda a retirada de uma nota sobre o também réu Delúbio Soares do site de uma revista semanal.

O blog traz quatro artigos sobre eleições. Num, Dirceu recomenda calma ao líder das pesquisas em São Paulo.

Segundo o ex-ministro, “tudo indica que o bicho vai pegar, que vamos ter um candidato Celso Russomanno (PRB) muito nervosa (sic) nesta reta final”. “Calma, Russomanno”, recomenda.

Dirceu também elogia a política internacional da presidente Dilma Rousseff e a suspensão de operação de 301 planos de saúde.

Na manhã de ontem, Dirceu deixou São Paulo com destino à cidade de Vinhedo, onde pretende ficar durante seu julgamento.

Dirceu evitou assistir à leitura integral do voto do relator Joaquim Barbosa e avisou que, domingo, pretende votar no fim do dia, para que não tenha impacto na campanha de Fernando Haddad.

“Os últimos dias estão carregados”, escreveu em seu blog, referindo-se à morte da apresentadora Hebe Camargo, do historiador do Eric Hobsbawn e de dois militantes petistas após em São Paulo.

ADVOGADOS

O advogado José Luis Oliveira Lima, defensor de Dirceu, disse ter confiança na absolvição de seu cliente. “As provas demonstram, no nosso entender, a total improcedência das acusações relatadas pelo Ministério Público.”

Para Luiz Fernando Pacheco, advogado de Genoino, “a defesa viu com muita satisfação, muita alegria, o voto do ministro Lewandowski [para absolver o réu], um voto profundo, bem estudado, jurídico, correto e justo que traduz aquilo que nós estamos afirmando há sete anos”.

Já para Castelar Guimarães, defensor de Cristiano Paz, “o voto de Barbosa foi o esperado, ele não tem alterado o entendimento”.

“Em nenhum momento Cristiano autorizou repasses a parlamentares”, disse.

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