Inflação oficial triplica em abril e atinge maior nível mensal em um ano

Despesas pessoais, comida, habitação e roupas ficam mais caros e puxam alta dos preços

A inflação oficial brasileira acelerou para 0,64% em abril, quase o triplo da registrada em março, e atingiu o maior patamar mensal desde abril de 2011, de acordo com dados divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgados nesta quarta-feira (9). Em março, o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) ficou em 0,21%.

A aceleração da inflação se deveu ao aumento dos bens e serviços ligados a alimentação, habitação, vestuário, saúde e cuidados pessoais, comunicação e, sobretudo, às despesas pessoais. O principal vilão da alta dos preços em abril foi o cigarro, cujo preço subiu 15,04% diante do reajuste médio de 25% em vigor a partir de 6 de abril.

Dentro do grupo despesas pessoais, que acelerou de 0,55% para 2,23%, outro item que merece destaque é o gasto com o salário dos empregados domésticos, cuja alta média foi de 1,86% no mês passado. Vale destacar também os aumentos dos custos com excursões (1,88%), hotéis (1,63%) e serviços bancários (1,42%).

Com o resultado, a inflação oficial acumula 1,87% — bem abaixo dos 3,23% registrados no mesmo período do ano passado. Nos últimos 12 meses, a inflação está 5,1% — contra 5,24% do registrado no mesmo período de 2011.

Este é o número que vai efetivamente interessar no final do ano, já que o governo brasileiro trabalha com uma meta de 4,5% para o IPCA, com tolerância de dois pontos percentuais para mais ou para menos. Isso quer dizer que pode chegar a 2,5% ou avançar a 6,5% — como aconteceu no final do ano passado.

Em abril, o consumidor também sentiu uma mordida maior no bolso na hora de comprar remédios, que tiveram aumento médio de 1,58%. A nova coleção primavera-verão também ajudou a incrementar a inflação, já que as roupas tiveram alta de quase 1% — após queda de 0,61% em março.

No caso da moradia, as maiores altas foram registradas nos produtos de limpeza, aluguéis, taxa de condomínio, taxa de água e esgoto e mão de obra para pequenos reparos.

Os gastos com comunicação subiram por causa da cobrança das ligações de telefonia fixa — em fevereiro, o governo havia mandado baixar a tarifa em mais de 10%, mas o valor voltou ao normal. A conta de celular também ficou mais cara em abril, segundo o IBGE.

Entre os transportes, destaque para as passagens aéreas e táxi, que ficaram mais caros. Por outro lado, o preço do carro zero, da gasolina e do etanol aliviaram um pouco o bolso em abril.

No caso da alimentação, o vilão foi o feijão que, por causa da baixa oferta, subiu 12,66% em abril. Outras altas expressivas foram registradas no sorvete, farinha de mandioca, alho e óleo de soja

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