Inflação do aluguel perde força em novembro

Por Routers, R7,

Preços medidos pelo IGP-M subiram 5,95% em 12 meses, menor valor dos últimos 12 meses
Os preços voltaram a dar trégua no país em novembro e subiram 0,5% no IGP-M (Índice Geral de Preços do Mercado), após ficarem em 0,53% em outubro. O resultado traz uma boa notícia para quem mora de aluguel: os contratos que vencem neste mês e serão renovados terão o menor reajuste dos últimos 12 meses, de 5,95%.

Os dados foram divulgados nesta terça-feira (29) pela FGV (Fundação Getulio Vargas). Os aluguéis vencidos em outubro tiveram aumento de 6,95%. Os de setembro, subiram 7,46%. Em agosto, esse número estava em 8%.

Em uma conta simples, vale dizer que quem pagava R$ 1.000 de aluguel em outubro do ano passado, neste ano veria a conta passar para pouco mais de R$ 1.069. No caso dos que reajustaram o aluguel no mês seguinte, em outubro, os R$ 1.000 virariam R$ 1.059 agora.

O IGP-M é um índice de inflação que considera os aumentos de preços dos bens e serviços no país e é usado no cálculo de reajuste de tarifas de serviços públicos, como energia elétrica e TV por assinatura, e de contratos de aluguéis. Só na cidade de São Paulo, praticamente 9 em cada 10 contratos usam o indicador como base para os reajustes.

O período de coleta de preços para cálculo do IGP-M de outubro foi do dia 21 de outubro a 20 de novembro. De janeiro até novembro, o indicador acumula taxas de inflação de 5,22%.

O IGP-M subiu 0,5% em novembro, puxado para baixo pelas matérias-primas, que tiveram um alívio de preços entre um mês e outro.

O IPA (Índice de Preços ao Produtor Amplo) avançou 0,52%, ante 0,68% no mês passado. Só o IPA agrícola, que considera os insumos para a produção do campo, teve alta de 0,60% neste mês, comparado a 0,04% em outubro. O IPA industrial, que analisa os preços nas portas das fábricas, desacelerou o ritmo de elevação, de 0,91% antes para 0,49% agora.

Para o consumidor, o cenário foi de aumento de preços: o IPC (Índice de Preços ao Consumidor) subiu 0,43%, frente a 0,26% no mês passado. As maiores elevações no varejo foram de tomate, batata-inglesa, condomínio residencial, aluguel e tarifa de energia elétrica.

O INCC (Índice Nacional de Custo da Construção) teve alta de 0,5%, comparado a 0,2% antes. A pressão veio do item mão-de-obra, que teve aumento de 0,73% em novembro, ante 0,16% em outubro.

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