Grupo cria projeto de mapeamento colaborativo de assaltos no RS

Tudo começou com uma tarefa de grupo durante um festival de economia colaborativa emPorto Alegre, no começo de maio deste ano. O projeto virou realidade e deu origem ao B.O. Coletivo, uma página na internet que promove o mapeamento de lugares onde pessoas foram assaltadas. O projeto começou com foco na capital gaúcha, mas já se espalha para outras cidades até de fora do Rio Grande do Sul. A repercussão percebida em menos de um mês empolga os criadores da proposta.

Inicialmente foi criada uma fanpage no Facebook com o nome do projeto. Os colaboradores informam sobre lugares inseguros por meio de textos e fotos. Criada no dia 4 de maio, a página já tem mais de mil curtidas. Um cartaz é disponibilizado para download com os dizeres “Aqui fui assaltado. Você também? Informe seu nome abaixo”. A ideia é colar o cartaz em algum ponto onde ocorreu um assalto. O espaço em branco no papel pode receber outras assinaturas.

cartazes Grupo cria projeto de mapeamento colaborativo de assaltos no RSCartazes são impressos e colados em pontos
onde ocorreram assaltos (Foto: Arquivo Pessoal)

“Começamos com cada um imprimindo seus cartazes para si e para seus amigos, em casa mesmo. Para ajudar a ideia a sair do papel, convidamos as pessoas a indicar lugares e colamos esses cartazes para essas pessoas. Assim conseguimos começar a ação”, explica ao G1 a publicitária Giovanna Previdi, 26 anos, integrante do grupo, que mora em Santa Cruz do Sul.

Segundo Giovanna, moradores de São Paulo procuraram informações sobre a iniciativa. Na página, uma moradora de Espírito Santo elogiou o projeto e passou a divulgar aos seus conhecidos. “Superou totalmente as expectativas. Sabia que tinha potencial, por ser um tema que preocupa a todos, mas não esperava essa repercussão”, diz Giovanna.

O grupo começou com nove integrantes, mas dois não conseguiram seguir nas atividades. Outro participante, o também publicitário Ricardo Gardolinski, 27 anos, também se diz surpreso com a rapidez com que a ideia vem se espalhando. “Desde semana passada temos colado cartazes e recebido informações de pessoas que foram assaltadas, para colar em diversos locais da cidade”, relata.

“Conversando com os outros participantes, chegamos à conclusão de que praticamente todos já haviam sido assaltados (ou parentes e amigos) e que não havia uma forma de divulgar isso”, acrescenta Ricardo sobre o surgimento do B.O. Coletivo.

Os principais objetivos são chamar a atenção das autoridades para locais da cidade que não oferecem segurança à população, e também alertar os moradores e visitantes sobre os riscos de circular em determinados lugares.

Próximo passo
Em breve o projeto pode ganhar aplicativo para smartphones. Uma reunião realizada na noite de quarta-feira (15) deixou praticamente fechada uma parceria com uma empresa que se ofereceu para criar a plataforma sem custos. “Recebemos muitas sugestões de pessoas que acham interessante integrar a ação com alguma plataforma online, um site, aplicativos”, conta Giovanna. Ainda não há prazo para a publicação, mas a publicitária acredita que novidades podem surgir já em junho.

A Secretaria de Segurança Pública do Rio Grande do Sul informou através de sua assessoria de imprensa que o assunto começou a ser analisado, e por isso o órgão ainda não se manifesta sobre a criação do B.O. Coletivo.

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