Greve no transporte público causa transtorno em 5 capitais

Quase 1 milhão de usuários de cinco capitais do País – Natal (RN), Belo Horizonte (MG), Maceió (AL), Recife (PE) e João Pessoa (PB) – enfrentam transtornos nesta terça-feira provocados pela greve dos funcionários do transporte público. A situação mais complicada é na capital potiguar, onde trabalhadores do sistema ferroviário e rodoviário estão parados.

A greve deflagrada pelo Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Rodoviário do Rio Grande do Norte (Sintro/RN) começou na segunda-feira. Houve confusão e sete ônibus foram apedrejados. Segundo o diretor de comunicação do Sindicato das Empresas de Transportes Urbanos de Passageiros de Natal (Seturn), Augusto Maranhão, das sete empresas da capital, apenas duas colocaram veículos nas ruas, mas foram retidos pelos grevistas. Com isso, a paralisação é de 100%.

“A Justiça definiu ontem que fosse mantido 70% do transporte rodoviário em horário de pico e 50% nos demais momentos. Isso não está sendo cumprido e vamos ao tribunal esperar um novo posicionamento”, alegou Maranhão.

O diretor informa que a multa para descumprimento da escala mínima é de R$ 25 mil ao dia. Em Natal, cerca de 450 mil pessoas usam ônibus para se deslocar. A frota conta com 750 veículos e 4,5 mil funcionários atendem o setor.

Setor ferroviário
Os funcionários da Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) de Natal entraram em greve nesta terça-feira e funcionam com 30% da capacidade nos horários de maior movimento. Eles aderiram ao movimento nacional que reinvidica reajuste salarial de acordo com o índice do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese); plano de saúde integral; participação nos lucros e resultados e adicional noturno de 50%.

Segundo o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias no Estado do Rio Grande do Norte (Sintefern), a redução no serviço será mantida por tempo indeterminado. Cerca de 3,5 mil pessoas utilizam trens como meio de transporte na cidade e aproximadamente 100 funcionários atuam no setor.

A situação é a mesma em João Pessoa, onde cerca de 12 mil pessoas usam esse meio de transporte. Dos 28 trens, apenas oito estão em atividade desde esta terça-feira. O serviço funciona nos horários de pico e fica totalmente parado das 10h às 16h.

Em Recife, onde há 275 mil usuários diários e 1,7 mil funcionários no setor, foi montado um esquema especial. Os trens circulam das 5h às 8h30min e das 16h às 20h. No final de semana o horário ainda não foi definido. “Houve reclamação e com razão. É um serviço essencial e a gente entende. Mas infelizmente o governo nos empurrou para isso com a proposta de reajuste 0% para a categoria”, analisou o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Metroviárias e Conexos do Estado de Pernambuco (Sindmetro), Lenival José de Oliveira.

A escala mínima também está sendo praticada em Maceió, que conta com 140 funcionários para atender cerca de 10 mil usuários por dia. As operações estão sendo feitas no início da manhã, da tarde e da noite.

A greve dos trabalhadores da CBTU começou na segunda-feira, em Belo Horizonte, com 100% de adesão. Depois de acordo com o Tribunal Regional do Trabalho (TRT), os metroviários, que atendem diariamente cerca de 215 usuários, voltaram a trabalhar em escala mínima na manhã desta terça. Os funcionários acataram a proposta que determina o “funcionamento normal de todos os trens no horário das 5h20 às 08h30 e das 17h às 19h30 de segunda a sexta-feira, e das 5h30 às 9h aos sábados”.

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