Greve faz empresa orientar passageiros a antecipar voo

O passageiro que planeja viajar amanhã ao exterior deve chegar com antecedência maior a aeroportos internacionais como Cumbica (Guarulhos), Galeão (Rio) e Brasília porque pode haver filas e atrasos por causa de novo protesto de policiais federais.

A recomendação -das companhias aéreas que fazem voos internacionais- vale para quem for embarcar à tarde e à noite, quando sai a maior parte dos voos com destino à Europa e aos EUA.

Em Cumbica, o ato deverá começar às 16h30, segundo o sindicato dos agentes da Polícia Federal em São Paulo.

Na quinta-feira passada, a operação-padrão no aeroporto causou filas de até duas horas no setor de imigração do aeroporto, atrasou 1/3 dos embarques internacionais e fez muitos passageiros perderem os seus voos.

APRESENTAÇÃO

Nesse tipo de operação, os agentes pedem a documentação de todos os passageiros que embarcam, o que atrasa o processo -geralmente, isso é feito por amostragem.

Passageiros de voos internacionais normalmente têm de chegar entre duas e três horas antes do voo. A American Airlines orientou as agências de viagem a avisar os passageiros a chegar mais cedo do que o normal. Na quinta passada, a companhia teve que atrasar voos para não deixar passageiros para trás.

A Jurcaib (associação das empresas que operam voos internacionais no Brasil) disse que a orientação é de fato chegar antes. A TAM não mudou sua política: o passageiro tem que se apresentar duas horas antes do voo.

No Galeão, o protesto está previsto para as 16h, mas a confirmação depende de uma reunião agendada para hoje entre representantes da Federação Nacional de Policiais Federais e o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo.

Os policiais federais estão em greve desde o último dia 7 em todo o país. Eles exigem reajuste salarial e novo plano de carreira, entre outros.

DIREITOS

Se o passageiro com voo previsto para amanhã quiser cancelá-lo ou remarcá-lo para fugir de eventuais transtornos, terá de arcar com as taxas cobradas pelas empresas, que podem chegar a 60% do valor da passagem.

Já se ele for ao aeroporto e não conseguir embarcar por causa do protesto, a companhia aérea é obrigada a remarcar a viagem, sem cobrar qualquer taxa adicional.

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