Governo e professores devem se reunir hoje para decidir rumo da greve

O governo federal deve receber, nesta sexta-feira (13), representantes das instituições federais de ensino, que estão em greve desde o dia 17 de maio. A expectativa é que no encontro com o secretário de Relações do Trabalho do Ministério do Planejamento, Sérgio Mendonça, previsto para às 15h, seja definido um acordo para encerrar a paralisação.

A reunião, inicialmente prevista para o dia 19 de junho, foi desmarcada pelo governo em duas ocasiões e, até então, o representante do ministério não havia definido nova data para o encontro.

Segundo a presidente da Andes (Associação Nacional dos Docentes do Ensino Superior), Marina Barbosa, a categoria exige que o governo federal assuma sua responsabilidade na educação. Mesmo com o ofício do agendamento em mãos, os sindicalistas se mostram “incrédulos” com uma possível solução.

— Do jeito que o governo tem se comportado, não dá para prever como será a conversa amanhã. Esperamos que eles [governo] apresentem de fato uma proposta concreta. A responsabilidade está nas mãos deles.

Expectativas

O encontro é visto com ressalvas por representantes dos professores da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) e da UFABC (Universidade Federal do ABC), ambas em São Paulo.

Armando Caputi, presidente da ADUFABC (Associação dos Docentes da Universidade Federal do ABC), disse, em entrevista ao R7, que teme o prolongamento da paralisação.

— Não conseguimos saber se esse encontro significará o fim da greve. O governo pode simplesmente prometer algo para longo prazo e apenas deixar para mais adiante a solicitação dos docentes pela reestruturação na carreira.

Já Virginia Junqueira, presidente da Adunifesp (Associação dos Docentes da Unifesp), diz acreditar que essa será apenas uma etapa das negociações.

— A pauta principal dos sindicatos é a reestruturação da carreira. Mas, mesmo que seja definido um acordo e termine a greve, continuaremos apresentando as solicitações dos estudantes e professores por melhorias na infraestrutura.

Greve geral

A paralisação já atinge 56 das 59 universidades federais, além de 34 institutos federais de educação tecnológica. De acordo com a presidente do Andes, os professores pedem reestruturação simples em 13 níveis, com variação de 5% de valor. Atualmente, a progressão salarial é dividida em níveis e subníveis não muito claros, que tornam difícil a ascensão do profissional ao topo da carreira.

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