Gleisi Hoffmann antecipa que dará perfil técnico à Casa Civil

Gleisi Hoffmann antecipa que dará perfil técnico à Casa Civil

Palocci e Dilma 300x200 Gleisi Hoffmann antecipa que dará perfil técnico à Casa CivilEla substitui Antonio Palocci, que deixa o governo depois de quase um mês de forte desgaste político.
Em Brasília, a nova ministra da Casa Civil toma posse nesta quarta-feira (8). Gleisi Hoffmann substitui Antonio Palocci, que deixa o governo depois de quase um mês de forte desgaste político. Mudou o perfil do comando do ministério que coordena as ações do governo.

A presidente Dilma quer, a partir de agora, uma Casa Civil com uma gestão mais técnica. Gleise Hoffmann, a nova ministra, já antecipou que vai ter funções de gestora. Vai acompanhar os programas de cada ministério e cobrar a execução deles. A articulação política vai ficar mesmo com o Ministério de Relações Institucionais.

A saída de Antonio Palocci do governo já era esperada, apesar de ele ter sido inocentado pelo procurador-geral da República, que arquivou o pedido de investigação sobre o caso.

Depois de uma reunião de uma hora com a presidente Dilma Rousseff no Palácio do Planalto, veio o pedido de demissão. Apesar do parecer do procurador-geral da República que inocentava Palocci, o ministro não tinha mais apoio político para continuar.

“Certamente, não foram as denúncias e sim o quadro político. Ele achou que era inviável a permanência dele e apresentou uma carta de demissão. Acho que apresentou para se defender e também para ajudar o governo”, opinou o deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP), líder do governo.

A pressão já durava três semanas, desde que o jornal “Folha de São Paulo” publicou o crescimento do patrimônio de Palocci quando era deputado. Só 11 dias depois da divulgação da reportagem a presidente Dilma Rousseff defendeu o ministro publicamente.

“O ministro Palocci está dando todas as explicações para os órgãos de controle, as explicações necessárias”, declarou a presidente Dilma.

No Congresso a oposição cobrava explicações de Palocci e ameaçava criar uma CPI. Em uma entrevista à Rede Globo, Palocci se defendeu.

“Tudo o que eu fiz foi dentro da legalidade, do maior rigor ético”, disse Palocci.

Àquela altura sobravam poucos aliados. Nesta terça-feira (7), no Senado, a petista Marta Suplicy propôs uma nota de apoio a Palocci, mas os colegas de partido não aceitaram. Sem condições políticas, Antonio Palocci deixou o governo.

Em nota, o ministro chama de robusta a manifestação do procurador-geral da República que, segundo ele, confirma a legalidade e a retidão de suas atividades profissionais e a inexistência de qualquer fundamento, ainda que mínimo, nas alegações apresentadas sobre sua conduta. No fim da nota, o ministro diz considerar que a continuidade do embate político poderia prejudicar suas atribuições no governo. Diante disso, preferiu solicitar seu afastamento.

Também em nota, a presidente Dilma Rousseff lamentou a saída do ministro, destacou os serviços prestados por Antonio Palocci ao governo e ao país.

Essa foi a segunda vez que Antonio Palocci saiu do primeiro escalão do governo em meio a denúncias. Em 2006, quando era ministro da Fazenda do governo Lula, teve que deixar o cargo, acusado de violação de sigilo bancário. No ano seguinte voltou como deputado federal. Em 2010, participou da coordenação de campanha da presidente Dilma Rousseff para depois se tornar um dos ministros mais importantes.

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