Fiscalização da prefeitura com tablet começa com falhas

Prometido para entrar em operação há quase um ano, o sistema informatizado de fiscalização da Prefeitura de São Paulo passou a funcionar no mês passado, de forma experimental e com falhas.

Ao custo de R$ 15 milhões, ele prevê que fiscais não usem mais talões com carbono, mas tablets com mini-impressoras.

A ideia é dar mais agilidade e melhor planejamento em fiscalizações como uso do solo, zoneamento e publicidade (na lei Cidade Limpa).

Em maio de 2011, o prefeito Gilberto Kassab (PSD) prometeu que o Sistema de Gerenciamento da Fiscalização começaria em novembro daquele ano. A implantação, porém, teve início só no mês passado, em duas subprefeituras (Sé e Pinheiros).

Agora, após o atraso, fiscais ouvidos pela Folha dizem que a gestão quer correr com a implantação, mesmo que o sistema tenha falhas.

Alguns dos exemplos citados foram a situação em que o fiscal vai a um endereço para fazer a autuação, mas o número da edificação está errado. Nesse caso, ele tem de voltar à sede para carregar novamente as informações.

Outro problema, dizem, é que se o fiscal se deparar com irregularidade em seu caminho não pode fazer a autuação, pois o sistema só permite ações em locais determinados antes de sair da base.

“O problema é querer implementá-lo desta forma”, disse a presidente do Savim (sindicato dos agentes), Maria Benedita Claret Alves. “Talvez seja porque é meta do prefeito, em fim de mandato.”

Ontem, começou seminário aos fiscais para mostrar como funcionará o sistema. A ideia era que, exceto plantonistas, todos participassem do evento, com duração prevista de três dias. Por discordância da implementação, parte deixou a reunião na primeira manhã.

Segundo o sindicato, subprefeitos pressionam fiscais para que compareçam ao evento, considerado preparatório para a expansão do novo sistema. A prefeitura diz que fez apenas um convite.

Segundo a reportagem apurou, há avaliação entre os gestores da prefeitura de que os agentes buscam boicotar o sistema, que trará mais controle em relação à ação deles.

Os tablets dispõem de GPS. Assim, será possível saber onde os agentes foram -e quais medidas tomaram.

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