EUA não estão ‘prontos’ para entrar em guerra na Síria, diz Obama

O presidente dos EUA, Barack Obama, disse nesta quarta-feira (19) que os relatos de que os EUA estão prontos para entrar em guerra na Síria são “exagerados”. Ele reiterou sua convicção de que o governo de Bashar al-Assad usou armas químicas e que ele perdeu totalmente sua legitimidade.

“Algumas das histórias que se dizem são um pouco exageradas em termos da ideia de que, de algum modo, os Estados Unidos estão se preparando para entrar e participar de outra guerra. O que queremos é terminar uma guerra”,

“Estamos convictos de que, de fato, o governo usou armas químicas. Os russos estão céticos”, disse.

Obama negou-se a detalhar como será o anunciado apoio militar aos rebeldes antigoverno na Síria.

“Não posso e não vou comentar os detalhes de nossos programas relacionados com a oposição síria”, disse.

As diferenças entre a Rússia e o Ocidente significam que uma conferência internacional de paz sobre a Síria não deve acontecer antes de agosto.

A Síria vive uma sangrenta guerra civil, há mais de dois anos, em que rebeldes tentam derrubar o contestado regime de Assad. O confronto deixou 94 mil mortos e criou uma crise humanitária e de refugiados no país.

Afeganistão
Obama também declarou que espera que o processo de reconciliação no Afeganistão continue, apesar da reação de Cabul aos contatos diretos entre Washington e os islamitas talibãs anunciados na véspera.

“Espero que o processo continue, apesar dos desafios”, afirmou Obama, em entrevista ao lado da chanceler alemã, Angela Merkel.

Horas antes, o governo afegão suspendeu suas negociações de acordo bilateral de segurança com os Estados Unidos, em sinal de descontentamento pelo anúncio dos contatos diretos entre Washington e os talibãs.

Espionagem
Em relação ao escândalo da espionagem eletrônica, o presidente explicou que o objetivo dos espiões americanos não é investigar os correios eletrônicos dos cidadãos americanos ou europeus, ao defender o programa de vigilância eletrônica dos serviços de inteligência de seu país.

Obama defende a vigilância mundial das comunicações telefônicas e pela internet da Agência de Segurança Nacional (NSA), cujo programa Prism foi criticado na Alemanha e outros países europeus.

Economia
Obama também disse que o ímpeto de controlar orçamentos e de reformar as economias não pode perder de vista a meta principal de melhorar as vidas das pessoas.

Segundo o democrata, os líderes têm que “certificar-se de que na busca de políticas de prazo maior… não percamos de vista a nossa meta principal que é melhorar as vidas das pessoas”.

“E se, por exemplo, começarmos a ver o desemprego entre jovens aumentar muito, então em algum momento nós temos que ajustar nossa abordagem para garantir que não percamos uma geração que pode jamais se recuperar em termos de carreiras”,

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