Em dois anos, PT e PSDB perdem 2,6 milhões de votos em São Paulo

O bom desempenho de Celso Russomanno (PRB) na disputa pela Prefeitura de São Paulo marca o fim da polarização PT x PSDB que há anos domina a política paulistana?

Difícil saber. Mas com base nos números do Datafolha e nos resultados da eleição presidencial de 2010 no município, é possível estimar o tamanho do “estrago” que a liderança isolada de Russomanno –35% das intenções de voto– já está provocando.

Se a eleição fosse hoje, PT e PSDB teriam 2,6 milhões de votos a menos do que tiveram no município em 2010. Isso representaria uma redução de 50,4% na votação total desses dois partidos juntos.

A maior queda ocorre com o PT. No primeiro turno de 2010, a então candidata Dilma Rousseff obteve 2,53 milhões de votos na cidade, ou 35,3% do total computado.

Agora, o candidato petista à prefeitura, Fernando Haddad, tem 15% das intenções de voto, segundo o Datafolha finalizado anteontem.

Considerando o eleitorado de 2010, para efeito de comparação, e os mesmos padrões de comparecimento e de votos em branco e nulos, os 15% de Haddad resultariam em 1,08 milhão de votos.

Nessa simulação, a queda de Haddad em relação à votação de Dilma seria de 57,5%. Ele teria 1,46 milhão de votos a menos que ela na capital.

Com o PSDB, o resultado é só um pouco menos pior. Em 2010, o candidato a presidente da República pelo partido, José Serra, venceu Dilma em São Paulo com 37,3% dos votos. Dois anos atrás, 2,68 milhões de eleitores votaram em Serra na capital.

Hoje, sempre com base no Datafolha, o mesmo Serra teria 21%, o que, conforme os padrões de comparecimento, daria 1,58 milhão de votos.

Tamanho da redução tucana: 43,7%, o que daria 1,17 milhão de votos a menos.

As quedas de PT e PSDB ocorrem em todas as oito grande regiões da cidade investigadas pelo Datafolha.

No centro e na chamada zona leste 1, que reúne Aricanduva, Mooca e Tatuapé, entre outros distritos, as quedas de Haddad em relação a Dilma beiram 70%.

Com Serra, o maior tombo é na zona oeste, com redução superior a 55% (confira nos gráficos ao lado).

CONSOLIDAÇÃO

Alguns resultados do Datafolha sugerem como poderá ser difícil mudar esse quadro nos próximos dias.

O instituto investigou o grau de convicção dos eleitores. Só 30% disseram que ainda podem mudar de candidato. Outros 66% afirmaram que já estão totalmente decididos.

A crença na vitória de Russomanno subiu. No início de setembro, 43% dos eleitores paulistanos achavam que ele iria ganhar. Agora, 52% afirmam que ele é o favorito.

Outra curiosidade: o Datafolha também perguntou o que as pessoas acham de ter um próximo prefeito de determinados partidos. Entre os eleitores de Russomanno, 31% dizem que seria “ótimo” ou “bom” ter um prefeito do PT.

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