Em baixa, Santos se apega a título menor para salvar o ano

Em má fase no Brasileiro e com chances remotas de classificação para a Libertadores de 2013, o Santos, que acaba de perder Paulo Henrique Ganso, apega-se ao jogo desta quarta-feira como um dos mais importantes até o fim do ano.

A equipe de Muricy Ramalho, que perdeu da Portuguesa em casa na última rodada do Nacional, enfrenta a Universidad de Chile, no Pacaembu, pelo inédito título da Recopa Sul-Americana.

Em tempos turbulentos no clube, o torneio disputado em apenas dois jogos pelos campeões de 2011 da Libertadores (Santos) e da Copa Sul-Americana vale ouro.

No jogo de ida, em Santiago, há mais de um mês, empate sem gols. Quem vencer hoje será o campeão. Em caso de novo empate por qualquer placar, prorrogação e disputa de pênaltis.

Há dias o clube faz campanhas na internet para atrair o torcedor, que deve comparecer em bom número. Até a noite de ontem, 17 mil bilhetes haviam sido vendidos.

No site oficial do Santos, um vídeo motivacional era exibido destacando a importância da Recopa. Em um dos momentos, o clube informa que assumirá o primeiro lugar do ranking da Conmebol caso derrote os chilenos.

“Tem de pensar nessa final. É uma decisão em casa e a possibilidade de ganhar um título que todos querem. Clube e jogadores não têm. Vamos fazer de tudo para conquistar”, afirmou Arouca.

Uma nova taça, por menos empolgante e valorizada que ela seja, traria novo ânimo ao clube, que vê seu segundo semestre naufragar após um início de 2012 promissor.

Em seu ano de centenário, conquistou o tricampeonato Estadual e foi até a semifinal da Libertadores, mas acabou eliminado pelo Corinthians. Desde então, o time ruiu.

Neymar foi seguidamente convocado para a seleção, assim como Arouca, Ganso e Rafael. Sem eles, o time rondou a zona de rebaixamento.

Muricy passou a disparar publicamente contra a diretoria e sua “falta de planejamento”.

Na semana passada, o Santos perdeu seu camisa 10 para o rival São Paulo. O time tem alternado bons e maus resultados no Nacional, mas continua mais perto dos quatro últimos (seis pontos) do que do G4 (11 pontos).

“É o único título que a gente tem a disputar este ano. Por mais que para as outras pessoas não tenha valor, para a gente tem”, afirmou Léo.

Ontem, Muricy escondeu parte do treino e deve contar com a volta de Bruno Peres, Léo e Adriano, que se recuperam de lesão, e de Neymar, que cumpriu suspensão e pode erguer hoje seu sexto título pelo clube alvinegro.

Se vencer, o Santos chegará ao nono título internacional da história –o São Paulo é o recordista brasileiro: 11.

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