Elize e suposta amante de Matsunaga depõem hoje em São Paulo

Elize Araújo Kitano Matsunaga, 30, e a suposta amante de Marcos Matsunaga, 42, prestarão depoimento nesta quarta-feira sobre a morte do empresário. Apenas as duas ainda não foram ouvidas na audiência de instrução que decidirá se Elize irá a júri popular pela morte do marido.

A audiência está programada para as 10h no Fórum da Barra Funda, na zona oeste de São Paulo. Primeiro será ouvida Natália Vila Real Lima, 24, apontada como amante de Matsunaga, e depois deve depor Elize, que é ré confessa.

A previsão é que Elize confirme o depoimento que deu à polícia, afirmando que matou e esquartejou o marido depois de ter sido agredida ao questioná-lo sobre uma traição. Até o momento, já foram ouvidas dez testemunhas do casos entre familiares, amigos e autoridades que participaram das investigações.

Em entrevista ao “Fantástico”, da TV Globo, Natália afirmou que nunca teve a intenção de ser a pivô na separação do casal, e que o empresário tinha medo da mulher.

“Ele falava que tinha receio que ela fizesse algo com ele. E que iria se separar o mais rápido possível para evitar essas brigas constantes que eles tinham. Mas estava com receio da separação porque tinha uma filha pequena. Eu sempre o incentivava a ter mais calma, ver onde ele estava errando”, afirmou na ocasião.

CRIME

O crime ocorreu em 19 de maio, no apartamento onde o casal vivia, na Vila Leopoldina (zona oeste de São Paulo), e os pedaços do corpo de Marcos foram jogados em locais distintos de Cotia (Grande São Paulo).

Segundo a defesa de Elize, ela matou Marcos após uma discussão na qual foi agredida por ele e também porque temia ficar sem a guarda da filha, em uma eventual separação do casal. A briga entre o casal começou porque Elize confrontou Marcos com a descoberta de uma traição por parte dele.

Para a Promotoria, Elize matou e esquartejou o marido de maneira premeditada para se vingar porque era traída e também para ficar com R$ 600 mil de um seguro de vida da vítima.

Ela está presa desde o dia 4 de junho no Complexo Penitenciário de Tremembé (a 138 km de São Paulo). Ela é acusada de homicídio doloso triplamente qualificado (que serve para aumentar a pena), motivo torpe (vingança), recurso que dificultou a defesa da vítima e meio cruel.

Em agosto, a Justiça negou o pedido de habeas corpus feito pela defesa. A liminar do pedido de liberdade já tinha sido negada em junho.

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