Desemprego bate recorde na Itália e registra alta na Alemanha

A taxa de desemprego bateu recorde na Itália em junho e registrou leve alta na Alemanha, no mesmo período. Na Itália, o índice atingiu 10,8% em junho, contra 10,6% em maio, apesar de ter mostrado pequena queda entre os mais jovens, segundo os dados preliminares divulgados nesta terça-feira (31) pelo Instituto de Estatísticas (Istat).

O nível de 10,8% é o mais elevado desde o início da série estatística mensal, iniciada em 2004. O desemprego na Itália superou o nível simbólico de 10% pelo quarto mês consecutivo.

Em junho, o país tinha 2,79 milhões em busca de emprego, uma alta de 37,5% na comparação com o mesmo período em 2011. O desemprego entre os jovens, no entanto, caiu de 35,3% em maio a 34,3% em junho.

Em meados de julho, o governo da Itália anunciou que revisaria sua estimativa para a economia neste ano, para uma contração de um pouco menos de 2%. Anteriormente, o governo havia estimado que a economia iria encolher 1,2% neste ano. A nova estimativa fica próxima da do Banco da Itália (banco central) de contração de 2,0%, mas é mais otimista que a previsão do lobby industrial Confindustria, de uma contração de mais de 2,4%.

A Itália, que entrou oficialmente em recessão ao final de 2011, sofreu no primeiro trimestre deste ano uma nova contração econômica do PIB, de 0,8%, com sua economia submetida sistematicamente desde 2010 aos planos de austeridade adotados para tranquilizar os mercados.

Na Alemanha, a taxa de desemprego, que estava em queda havia vários meses, subiu de 6,6% em junho a 6,8% em julho, anunciou a Agência Federal para o Emprego, também nesta terça-feira.

O mercado de trabalho alemão mostrou em julho “sinais de uma evolução mais frágil”, segundo um comunicado da agência.

No primeiro trimestre deste ano, o Produto Interno Bruto (PIB) alemão aumentou 0,5% frente ao trimestre anterior graças às exportações, de acordo com dados do Escritório Federal de Estatística (Destatis).

Em junho, o banco central da Alemanha anunciou que a previsão para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2012 foi revisada de 0,6% para 1%, em um sinal de melhora na expectativa para o desempenho da atividade na economia mais forte da Europa. Mas a projeção para 2013 diminuiu de 1,8% para 1,6%.

Problemas enfrentados pela Grécia e Espanha são avaliados como os principais riscos para a economia alemã. A avaliação do Bundesbank, o banco central alemão, é de que o país está operando em um ambiente difícil, enquanto a situação política na Grécia e os problemas do setor bancário da Espanha impõem riscos para as perspectivas de crescimento.

Na zona do euro
A taxa de desemprego sazonalmente ajustada da zona do euro ficou em 11,2% em junho, estável em comparação com maio, informou nesta terça-feira a agência de estatísticas da União Europeia, Eurostat. Os números vieram em linha com as previsões dos analistas. Em junho de 2011, o desemprego estava em 10% na área da moeda comum.

Mais 100 mil pessoas perderam seus empregos em junho na zona do euro, com o desemprego chegando ao recorde de 17,8 milhões de pessoas, o que eleva a pressão sobre o Banco Central Europeu (BCE) por ações em sua decisão mensal sobre a taxa de juros, na reunião desta quinta-feira.

Em toda a UE, o desemprego ficou em 10,4% em junho, também estável na comparação com o mês anterior

Loading...
Related Video
 

About the author

More posts by carol

 

0 Comments

You can be the first one to leave a comment.

Leave a Comment