Corinthians e Vasco revivem 2011 no duelo por vaga nas semifinais

Os melhores times do último Campeonato Brasileiro decidem nesta quarta-feira quem continuará em busca do tão sonhado título da Taça Libertadores. Em evidência desde a temporada anterior, Corinthians e Vasco fazem, a partir das 21h50m, no Pacaembu, um jogo sem favoritos que poderá colocá-los entre os quatro principais clubes das Américas ou mergulhá-los em um momento de instabilidade após fracassos também nos estaduais.

Não há vantagem para nenhum dos lados. O empate sem gols, em São Januário, deixou a disputa aberta e a projeção de um confronto emocionante, em São Paulo. Invicto no torneio e sem sofrer gols em casa, o Timão se apega à força dos mais de 34 mil torcedores que lotarão o estádio. Já o Gigante da Colina tem na bagagem a confiança de ter eliminado o Lanús, na Argentina, nas cobranças de pênaltis.

O Corinthians põe à prova um novo esquema tático, sem centroavante. Liedson, cada vez mais em baixa, foi novamente preterido para que o meia Alex atuasse avançado, como no Rio. No Vasco, a esperança está na velocidade de Eder Luis para jogar nos contra-ataques e tentar surpreender.

Quem vencer por qualquer placar estará nas semifinais. Os cariocas têm a vantagem de se classificarem também através dos empates com gols. Em caso de repetição do placar do primeiro jogo, a decisão será nos pênaltis. O ganhador deste duelo enfrentará o Santos (caso o Peixe elimine o Vélez), Fluminense (caso o Flu passe pelo Boca, e o Santos seja eliminado pelo Vélez) ou ainda o vencedor de Universidad de Chile e Libertad (caso Vélez e Boca eliminem Santos e Flu), já que o regulamento prevê que dois compatriotas se enfrentem nas semifinais.

AS ESCALAÇÕES

Leandro Pedro Vuaden (RS) apita a partida. Os auxiliares são Altermir Hausmann e Carlos Berkenbrock (ambos RS).

Corinthians: Tite optou por não fazer mudanças no Timão em relação ao empate sem gols no Rio de Janeiro. Liedson jogou mal contra o Fluminense, pelo Brasileirão, e não convenceu o treinador de que poderia voltar à equipe. Com isso, permanece o esquema com o meia Alex mais livre na frente. A formação é a seguinte: Cássio; Alessandro, Chicão, Leandro Castán e Fábio Santos; Ralf, Paulinho, Danilo e Alex; Jorge Henrique e Emerson.

Vasco: como de costume, o técnico Cristóvão Borges não revelou qual será a formação cruz-maltina para a partida decisiva contra o Corinthians. Mas a tendência é que repita os titulares do empate em 0 a 0, em São Januário. Uma alternativa seria a entrada de Felipe no meio-campo, possivelmente no lugar de Juninho. O Vasco deve começar com a seguinte escalação: Fernando Prass, Fagner, Renato Silva, Rodolfo e Thiago Feltri; Romulo, Nilton, Juninho (Felipe) e Diego Souza; Eder Luis e Alecsandro.

QUEM ESTÁ FORA

Corinthians: Paulo André (recuperação de cirurgia no joelho direito), Wallace (recuperação de cirurgia no tornozelo esquerdo), Edenílson (fratura no pé esquerdo) e Ramírez (convocado para a seleção peruana).

Vasco: o zagueiro Dedé segue se recuperando de um edema ósseo na perna esquerda. O atacante Carlos Tenorio sofreu uma cirurgia no tendão de Aquiles do pé direito e o meia argentino Abelairas sente dores nas costas.

FIQUE DE OLHO

Corinthians: Emerson costuma assumir a responsabilidade de decidir em partidas importantes do Timão. Na fase anterior, o atacante foi determinante na vitória por 3 a 0 sobre o Emelec, em São Paulo. Agora, é uma das grandes armas de Tite para abrir a defesa vascaína com velocidade e jogadas individuais.

Vasco: ninguém esconde que os contra-ataques serão a grande aposta para marcar o gol que pode dar a classificação no tempo normal. Por isso, Eder Luis será uma peça considerada de extrema importância. A velocidade e a habilidade do camisa 7 são trunfos vascaínos.

O QUE ELES DISSERAM

Tite, técnico do Vasco: “Vamos para um jogo decisivo em que queremos ser melhores que o adversário, ganhar dentro de campo, com entrosamento e qualidade técnica. É o campeão contra o vice do último Brasileiro. Será um grande jogo mais uma vez”.

Cristóvão Borges, técnico do Vasco: “O Corinthians não tomou gol na Libertadores. Marca muito bem. Nosso time é ofensivo, sempre faz gols. A briga é essa. Agora é o jogo decisivo. Ou vamos fazer gol e passar, ou o Corinthians não vai tomar gol e passar”.

NÚMEROS E CURIOSIDADES

* Quem tem vantagem? Confira o histórico do confronto na Futpédia

*Empatar por 0 a 0 a primeira partida do mata-mata da Libertadores costuma ser uma boa vantagem. Nas últimas oito Libertadores, de 2005 a 2012, houve 12 casos de empates sem gols nas partidas de ida e em dez oportunidades o time que atuou casa no jogo da volta se classificou para seguir na competição.

* Com apenas dois gols sofridos em nove jogos, o Corinthians tem a melhor defesa da Libertadores. Na história da competição continental, essas foram as equipes com as melhores defesas: Boca Juniors campeão de 1977, com três gols sofridos em 13 jogos (média de 0,23), Nacional (Uruguai) campeão de 1971, com quatro gols sofridos em 13 jogos (média de 0,30), Nacional (Uruguai) campeão de 1980, com cinco gols sofridos em 12 jogos (média de 0,40) e Cobreloa (Chile) vice de 1981 com cinco gols sofridos em 12 jogos (média de 0,40).

* Este ano, o Corinthians disputou 18 jogos no Pacaembu, com 13 vitórias, dois empates e três derrotas, marcando 29 gols e sofrendo 10. Em suas últimas 50 partidas no Pacaembu, o Timão venceu 33 vezes, empatou oito e sofreu nove derrotas com um aproveitamento de 71%.

*O retrospecto recente do confronto entre Vasco e Corinthians aponta pequena vantagem vascaína. Nas últimas dez partidas, o Vasco venceu três vezes, contra duas vitórias corintianas e cinco empates. Já no século XXI, este clássico nacional aconteceu 23 vezes, com nove vitórias corintianas, nove empates e cinco vitórias vascaínas, 30 gols do Timão e 23 do Vasco.

ULTIMO CONFRONTO

Corinthians e Vasco se enfrentaram na última quarta-feira, em São Januário. Com o gramado castigado por causa da chuva, as equipes fizeram uma partida de pouca produtividade ofensiva. Os cariocas reclamaram de um gol de Alecsandro, anulado corretamente pela arbitragem sob a alegação de impedimento. O empate por 0 a 0 deixou em aberta a disputa pela vaga nas semifinais da Taça Libertadores.

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