Conmebol libera torcida em jogos do Corinthians em casa

Corinthians poderá jogar com portões abertos na próxima partida daLibertadores, quarta-feira, contra o Tijuana, mas não poderá levar sua torcida para as partidas fora de casa durante 18 meses. Essas foram as decisões tomadas pelo Tribunal Disciplinar da Conmebol no julgamento realizado hoje na sede da entidade após o Corinthians apresentar sua defesa no caso da morte do torcedor Kevin Beltrán. O clube também foi multado em R$ 391 mil (aproximadamente US$ 200 mil). A informação foi confirmada pelo departamento jurídico do Corinthians, que pretende recorrer da decisão de jogar sem torcida fora de casa.

A punição não se refere especificamente à morte do torcedor após o disparo de um sinalizador no jogo entre Corinthians e San Jose, no Estádio Jesus Bermúdez, em Oruro, no dia 20 de fevereiro. Foi por causa do uso do sinalizador que o time foi obrigado a jogar com portões fechados na última quarta-feira contra o Millonarios. A infração está prevista no artigo 11 do Código Disciplinar da Conmebol, que trata do “comportamento inadequado da torcida” como invasões, lançamento de objetos e uso de sinalizadores.
O tribunal foi formado pelo uruguaio Adrián Leiza, o colombiano Orlando Morales e o chileno Carlos Tapia. Caio Cesar Vieira Rocha, presidente do tribunal, não participou do julgamento por ser brasileiro. A decisão, que deveria ter saído na quarta, foi adiada para hoje porque um dos membros do tribunal não pôde participar.

O Tribunal de Disciplina da Conmebol foi criado no início do ano com um objetivo principal: acabar com a histórica fama de omissão da entidade em relação aos casos de violência e confrontos entre torcidas. O jogo entre Vélez e Peñarol, na Argentina, será disputado com portões fechados por uma causa de uma briga no jogo de ida no Estádio Centenário, em Montevidéu.

Além disso, os argentinos não poderão contar com sua torcida em jogos como visitante até a semifinal e vão pagar multa de US$ 100 mil. Já o Peñarol recebeu apenas uma multa de US$ 14 mil.

Cristiano Caús, especialista em direito esportivo da Faculdade Trevisan, avalia que a punição de 18 meses para jogos no exterior é rígida, mas salienta a falta de jurisprudência no futebol sul-americano.

“A criação do tribunal é muito recente, não podemos fazer comparações com outros casos. Foi o primeiro grande caso desde que ele foi criado”, diz o Caús. “Mas o San Jose, como organizador da partida, também deveria ser punido, completa.

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