Com onda de roubos em São Paulo, cresce busca por seguro residencial

ssustada com a onda de arrastões a condomínios em São Paulo, a empresária Suzane Garcez, 34, investiu em um seguro residencial. Vizinha de um dos 16 prédios vítima de arrastão neste ano, ela aderiu a um seguro que cobre danos, furtos e roubos no valor de até R$ 10 mil.

A empresária faz parte de um grupo de paulistas que teme ser roubado em seu lar.

“Meus vizinhos tinham acabado de comprar um tablet e uma câmera digital. Como não tinham seguro, perderam R$ 5.000 no arrastão. Não quero passar por isso.”

Dados da Susep, autarquia do Ministério da Fazenda que controla o mercado de seguros, mostram que nos últimos dois anos houve um aumento na procura pelos seguros residenciais. Em 2010, cresceu 17% e, em 2011, 11%.

No mesmo período estourou o número de arrastões. De 2010 para cá foram 53 casos só na capital paulista.

Tanto a Susep quanto quatro seguradoras consultadas pela Folha atribuem a maior procura pelos seguros residenciais a esses roubos. “É um dos fatores que interferiram nesse aumento, sem dúvida”, disse Nivaldo dos Santos, da Yasuda Seguros.

Os benefícios oferecidos pelas seguradoras, como serviços de encanadores, eletricistas e consultas para animais em veterinários também interferem no aumento.

Para o sociólogo José Vicente Tavares dos Santos, a maior procura por seguros revela que a sociedade está na fase de fabricação do medo.

“As pessoas criam a ilusão de que seu bairro é mais violento do que realmente é. Se analisarmos as regiões onde há mais imóveis segurados, vemos que o local é o mais seguro da cidade”, afirmou.

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