Com greve no Metrô e CPTM, cidade tem mais de 200 km de filas

A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) registrava 249 km de filas em São Paulo às 10h desta quarta-feira (23), novo recorde de lentidão pela manhã.  Ao longo desta quarta, a cidade vem registrando sucessivos recordes históricos de lentidão por causa da greve do Metrô e da CPTM que afeta usuários em toda a região metropolitana. Às 9h30, o índice era de 227 km. O recorde anterior foi registrado no dia 27 de abril: 168 km.

Em razão da greve de funcionários do Metrô e da CPTM, a Secretaria Municipal de Transportes suspendeu o rodízio municipal de veículos, liberando a circulação de carros e caminhões com placas final 5 e 6.

Na tentativa de melhorar o tráfego, a CET bloqueou totalmente o Túnel Ayrton Senna para tentar diminuir o congestionamento na Marginal Pinheiros. Também para melhorar as condições de fluidez da Avenida Presidente Juscelino Kubitschek para o bairro do Morumbi, foi antecipada no período da manhã a liberação do Túnel Jânio Quadros no sentido bairro.

Marginal travada
Às 9h30, a pior situação era na Marginal Pinheiros, no sentido da Rodovia Castello Branco. Na pista expressa, eram quase 15 km de filas entre as pontes Interlagos e Cidade Universitária. Na pista local, a lentidão era entre as pontes Transamérica e Eusébio Matoso.

Além da Marginal Pinheiros, na Marginal Tietê, sentido Castello, o motorista reduzia a velocidade a partir da Ponte Aricanduva, por mais de 8 km.

Já na Radial Leste, havia 8 km de tráfego lento no sentido Centro, entre a Praça Divinolândia e o Viaduto Pires do Rio.

Paese
A SPTrans acionou o Plano de Atendimento entre Empresas de Transporte em Situação de Emergência (Paese) – com ele, as linhas com destino às estações do Metrô tiveram seu trajeto estendido até a região central de São Paulo. Segundo a Polícia Militar, foi feito um reforço no policiamento nas estações da CPTM e do Metrô, inclusive nas operadas pelo Consórcio ViaQuatro.

Greve no Metrô
A decisão do Sindicato dos Metroviários de São Paulo de optar pela paralisação ocorreu após uma audiência com representantes do Metrô que terminou sem acordo nesta terça-feira (22). A Justiça do Trabalho determinou, no entanto, que o sindicato dos Metroviários mantivesse 100% da frota funcionando durante os horários de pico e 85% nos demais horários e proibiu a liberação das catracas. O sindicato terá que pagar multa de R$ 100 mil diários por descumprimento da decisão. Os horários de pico são das 5h até as 9h e das 17h às 20h.

Os metroviários reivindicam 5,13% de reajuste salarial, 14,99% de aumento real, vale-alimentação de R$ 280,45 e reajuste de 23,44% no vale-refeição, além de equiparação salarial, 36 horas semanais, periculosidade sobre todos os vencimentos, adicional de risco de vida de 30%, plano de saúde acessível para os aposentados e reintegração dos demitidos em 2007. Durante a audiência desta tarde, a companhia propôs reposição da inflação pelo Índice Nacional de Preços (IPC) e aumento real de 1,5%. A desembargadora propôs reajuste pelo INPC mais 1,5% de aumento real.

Linhas 11 e 12 da CPTM
Os funcionários das linhas 11-Coral e 12-Safira da CPTM também anunciaram a greve nesta terça-feira após assembleia. Segundo a companhia, foi apresentada uma nova proposta reajustando o valor do vale-refeição de R$ 18 para R$ 20, correção salarial de 4,60% (IPC/FIPE) mais 1,5% de produtividade. Além disso, sinalizou que os funcionários terão direito a participação nos resultados da empresa, a ser pago em 2013, com valor mínimo de R$ 3 mil. A proposta foi ejeitada pelo sindicato da categoria.

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