Caso do Japão é sério! Inspetor nuclear da ONU deve visitar o Japão na quinta

O secretário-geral da Agência de Energia Atômica, Yukiya Amano, declarou nesta quarta-feira que vai visitar o Japão, possivelmente amanhã, segundo informa a agência Kyodo News.

O intuito da visita é inspecionar a situação da usina nuclear de Fukushima, após o terremoto que devastou o país oriental.

Em entrevista coletiva, o inspetor da agência vinculada à ONU classificou a situação da usina nuclear como “séria”.

Hoje, o porta-voz do governo do Japão, Yukio Edano, afirmou nesta quarta-feira que as autoridades registraram fumaça saindo do reator aproximadamente às 8h30 (20h30 de terça-feira em Brasília), demonstrando a liberação de vapor da câmara de contenção.

A Tokyo Electric Power Co., empresa responsável pela usina nuclear Fukushima Daiichi, disse nesta quarta-feira que o reator número 3 é a “prioridade”. A empresa não deu mais detalhes, mas a agência de notícias Kyodo diz que há possibilidade de danos ao reator, com liberação de vapor radioativo.

O reator 3 é o único da usina que usa plutônio como combustível. Segundo pesquisas do governo norte-americano, o plutônio é muito tóxico para os seres humanos, e uma vez absorvido na corrente sanguínea pode permanecer por anos na medula óssea ou no fígado, e pode causar câncer.

Mais tarde, Edano afirmou que a possibilidade de haver dano no reator é alta. “Eu recebi um relatório de que há grande possibilidade [de dano] baseado em informação disponível no momento”.

Já a equipe de gerenciamento de emergência disse que as chances de que o reator 3 tenha sofrido danos severos na câmara de contenção são “baixas”.

Segundo a agência de notícias Kyodo, a avaliação da fumaça liberada do reator 3 indica que vem da piscina de combustível usado.

O porta-voz do governo do Japão, Yukio Edano, afirmou nesta quarta-feira que as autoridades registraram fumaça saindo do reator aproximadamente às 8h30 (20h30 de terça-feira em Brasília), demonstrando a liberação de vapor da câmara de contenção.

Edano garantiu, contudo, que a radiação emitida pelos reatores da central nuclear de Fukushima Daiichi não representa perigo imediato para a saúde fora da zona que já foi esvaziada, em um raio de 20 km ao seu redor.

Ele disse em entrevista coletiva que o nível de radioatividade na segunda faixa de alerta, entre 20 e 30 quilômetros da usina nuclear, não tem efeito prejudicial direto à saúde. Nesta área, estão centenas de japoneses sob recomendação de que permaneçam em casa e com as janelas fechadas, usem toalhas úmidas para proteger o rosto e, caso tenham que sair, isolem as roupas e tomem um bom banho.

Já na área de 20 km ao redor da central, o governo decretou a retirada de mais de 200 mil pessoas. “A radiação ao redor da central nuclear de Fukushima está em um nível estável”, afirmou Edano.

O nível de radiação foi registrado em 1.500 microsieverts por hora perto do portão de entrada da central. O nível de radiação normal é de 0,035 microsievert por hora.

A situação no reator número 4, onde um segundo incêndio começou nesta terça-feira, não era “tão boa”, segundo a operada da usina, e há água sendo lançada nos reatores 5 e 6, indicando que todos os seis reatores da usina estão agora sob risco de superaquecimento.

JATOS

Especialistas nucleares disseram que as soluções propostas para conter os vazamentos de radiação no complexo foram medidas desesperadas para conter essa que já é uma das piore catástrofes industriais da história.

“Isto é um pesadelo em câmera lenta”, disse o físico Thomas Neff, do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT).

As autoridades estão apelando para jatos d’água, normalmente empregados contra motins e manifestações, para tentar resfriar o combustível nuclear no reator 3.

O novo recurso será utilizado depois do fracasso da tentativa de jogar água no reator através de um helicóptero militar.

A aeronave partiu nesta quarta-feira da vizinha cidade de Sendai para jogar água do mar sobre o reator 3 para resfriar o combustível que ameaça entrar em fusão. No entanto, os elevados níveis de radioatividade detectados nessa zona levaram a abortar a operação de última hora, informou a televisão nacional NHK, que citou fontes do Ministério da Defesa.

Os responsáveis da operação tinham advertido que jogar água do ar era uma ação delicada, já que o helicóptero não pode permanecer muito tempo sobre o reator por causa da elevada radioatividade e deve lançar a água passando várias vezes sobre o mesmo.

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