Brasil pode ser 3º maior mercado de TI, prevê estudo

O presidente da Associação Brasileira de Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (Brasscom), Antonio Gil, afirmou nesta quinta-feira que o Brasil poderá ser o terceiro maior mercado mundial do setor até 2022. A previsão consta de estudo realizado pela associação em parceria com a consultoria McKinsey. “Queremos desenvolver não apenas a indústria de TI, mas aumentar a participação na economia”, afirmou, após participar de fórum do setor. O Brasil ficaria atrás apenas dos EUA e China, neste cenário.

Atualmente, o Brasil ocupa a quinta posição em termos de faturamento, com uma receita de US$ 212 bilhões. Para atingir a terceira posição no mercado de TI e telecomunicações, será preciso dobrar este faturamento, para algo como US$ 430 bilhões. Segundo ele, isso se dará por meio do incentivo privado à inovação, aumento do uso de TI em áreas como saúde e educação, entre outras, além da continuidade da redução da carga tributária. Recentemente, a folha de pagamentos do setor foi desonerada.

Apenas em Tecnologia da Informação, o Brasil ocupa a sétima posição e almeja atingir a quinta posição no mesmo período. O segmento fatura anualmente US$ 112 bilhões, o que representa 4,5% do PIB. A meta é atingir um faturamento de US$ 225 bilhões, o que elevaria a representatividade para 6,5% do PIB. Dentro deste contexto, o governo lançou em agosto o programa TI Maior, que prevê investimentos de R$ 500 milhões entre 2012 e 2015 para fomentar a indústria de softwares e serviços de TI.

Segundo o coordenador geral de software e serviços de TI do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, Rafael Moreira, toda a cadeia envolvida em TI poderá superar o PIB da indústria automobilística dentro de 10 anos. “Precisamos acelerar investimentos na geração de inovações tecnológicas”, afirmou Moreira. Segundo ele, os meios para isto acontecer são a baixa barreira para a entrada de empresas neste setor e o efeito multiplicador em várias cadeias da atividade econômica.

Outra aposta é ampliar as exportações de serviços de TI, que atualmente representam apenas 2% do faturamento do setor, para algo em torno de 10% até 2020. Moreira ressaltou que no Chile, por exemplo, as exportações representam 20% do faturamento das empresas locais. Mais um exemplo vem da Índia, onde as exportações de TI somam algo como US$ 59 bilhões, valor superior ao movimentado no mercado interno, de cerca de US$ 30 bilhões.

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