Brasil já registrou mais de 20 pequenos terremotos em 2012

Na última quinta-feira (13), o Brasil sofreu mais um pequeno terremoto. O tremor ocorreu na cidade de Montes Claros, norte de Minas Gerais, registrou 2,9 graus na escala Richter e chegou a assustar a população, embora não tenha deixado vítimas nem causado danos materiais.

Gerado pelo choque entre as placas tectônicas, os terremotos são fenômenos que espalham grande destruição onde ocorrem. Países como Estados Unidos, Chile e Japão têm parte de seus territórios sobre falhas geológicas e estão acostumados aos tremores. No Brasil, o fenômeno é incomum, mas já foram registrados 21 pequenos tremores em 2012 — média de quase 2,5 por mês.

Localizado no centro da placa Sul-Americana, as chances de ocorrer grandes tremores no País é pequena. Segundo o coordenador da Rede Sismográfica Integrada do Brasil, Marcelo Assumpção, os tremores de baixa magnitude — quando a quantidade de energia liberada é menor — são mais frequentes.

— Neste ano, as várias estações sismográficas no País já registraram 20 pequenos tremores, mas só um de magnitude 4, que é suficiente para causar danos e preocupação. Desde 1990, já ocorreram cinco tremores com magnitude acima de 5 na escala Richter, e dezenas de outros menores.

Antes do tremor de ontem, os últimos dois abalos sísmicos foram registrados também em Montes Claros (MG) no dia 19 de maio. O mais forte ficou entre 4 e 4,5 graus na escala Richter e assustou a população, mas não houve vítimas.

A cidade está localizada em uma falha geológica e já sofreu pequenos tremores outras vezes, segundo dados do Observatório de Sismológico da UnB (Universidade de Brasília).

De acordo com Assumpção, o terremoto mais forte registrado no Brasil ocorreu no norte do Mato Grosso, com uma magnitude de 6,2 graus, em 1955.

— Ocorreu de madrugada e, em Cuiabá, chegou a acordar varias pessoas.

Ainda assim, ocorrência de terremotos fortes no Brasil é tão rara que não chega a afetar a população de maneira significativa. No Brasil, a única morte oficial em decorrência de um tremor de terra foi no dia 9 de dezembro de 2007, em Itacarambi (MG). Segundo Assumpção, o terremoto fez com que uma casa caísse e soterrasse uma pessoa.

— O tremor teve magnitude 4,9, mas derrubou casas muito fracas de um bairro na periferia.

Alerta

Devido à falta de grandes tremores, o Brasil não possui um sistema de alerta de terremotos, explica Assumpção.

— Não é possível prever tremores de terra [eficientemente, no Brasil], portanto não dá para implementar um sistema de “alerta antecipado” de tremores. Mas várias universidades [como USP, UnB, UFRN e ON/MCT] estão montando uma rede mais integrada para registrar tremores no país.

A falta de sistema de alerta não preocupa o professor, uma vez que, de acordo com ele, não há tendência de aumento do número de tremores no País, nem de sua intensidade.

— O que ocorre é que o mundo está ficando mais populoso e os terremotos acabam afetando um maior número de pessoas.

Medição de tremores

A medição de terremotos usa atualmente duas escalas: Richter e Mercalli Modificada. Cada uma delas é usada para um tipo de medição, conforme explica Célia Fernandes, técnica em nível superior de sismologia, do Departamento de Sismologia do IAG (Instituto de Astrologia, Geofísica e Ciências Atmosféricas) da USP.

— A Escala Richter mede magnitude e não tem fim. A Mercalli Modificada mede a intensidade. Vai de 1 a 12. No 1, não há quase destruição. No 12, é destruição total.

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