Análise: Crescimento será fator determinante para a trajetória do euro nos próximos meses

Quando historiadores monetários analisarem os efeitos da crise de Chipre sobre o euro, tudo que eles serão capazes de ver é alguma volatilidade e uma breve queda da moeda ante o dólar.

Será provavelmente uma nota de rodapé comparada às narrativas principais -na eurozona e nos países em desenvolvimento- que se espera que afetem a moeda nos meses que virão.

Após todo o drama que se desenrolou em Nicósia no mês passado, os investidores tomam os acontecimentos na eurozona com reservas.

“Há ruído, mas penso que passaremos por isso. Os mercados já estão normalizados”, diz Bill Street, do State Street Global Advisors, para quem a chave da questão estará nos números de crescimento econômico da Europa.

Apesar da incerteza em torno das consequências da crise de Chipre para investidores, o impasse político na Itália e as próximas eleições na Alemanha, espera-se que o impacto sobre o euro seja limitado, com uma volatilidade mais intensa.

O euro é sustentado pelo dinheiro que continua fluindo para a Europa, incluindo os países periféricos. A questão é: por quanto tempo mais o euro pode suportar pressões de desvalorização?

A moeda única, analistas dizem, é ainda vista como sobrevalorizada, apesar de ter se enfraquecido desde que chegou ao pico dos últimos cinco meses, US$ 1,36 em fevereiro. A moeda caiu para US$ 1,28 após o acordo de Chipre.

Os índices mais recentes sobre crescimento vêm se mostrando desapontadores em todo o bloco do euro, incluindo a Alemanha. O Banco Central Europeu (BCE) diz esperar que o crescimento volte no semestre que vem.

Outro ponto importante é a “guerra cambial”. Muitas economias estão usando a desvalorização da moeda para ganhar competitividade nas exportações. O principal é saber se o BCE recorrerá a dispositivos semelhantes.

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