Amazon lança leitor ‘top’ e cresce com promoções no Brasil

A Amazon começa a vender hoje no Brasil seu modelo mais avançado de leitor eletrônico, o Kindle Paperwhite, com tela iluminada e sensível ao toque.

Passa a oferecer também a opção com 3G gratuito, sem mensalidade, que permite baixar livros a qualquer momento, de qualquer lugar.

O aparelho sai por R$ 479 (com wi-fi) ou R$ 699 (com wi-fi e 3G) na amazon.com.br, no pontofrio.com.br, na Livraria da Vila e em quiosques em shoppings no Rio e em São Paulo. Na importação pelo site americano, com taxas, sairia por R$ 620 ou R$ 851.

“Deixamos de ganhar no aparelho para ganhar na venda de e-books”, diz Alex Szapiro, vice-presidente da Amazon Kindle. Os aparelhos da concorrente canadense Kobo custam de R$ 289 a R$ 449.

Até hoje, a Amazon só vendia por aqui, a R$ 299, seu modelo mais simples, sem tela sensível ao toque nem iluminação interna. Com o Paperwhite, espera melhorar seu desempenho no país.

O lançamento ocorre após o início de uma série promoções semanais, de até 70% -definidas caso a caso com as editoras, segundo Szapiro-, com as quais a Amazon vem crescendo no mercado.

“Crash” (LeYa, 2011), de Alexandre Versignassi, por exemplo, passou de R$ 27,99 para R$ 9,90 na sexta-feira, pulando da 800ª posição para a 11ª na lista da Amazon em menos de 24 horas. Com isso, tornou-se o segundo e-book mais vendido da LeYa nos últimos sete dias, consideradas as vendas em todas as lojas.

RANKING

Os primeiros meses de operação no Brasil foram difíceis para a varejista. Ela estreou em dezembro, junto com a Kobo (parceira da Livraria Cultura) e a venda de e-books nacionais pelo Google Play.

Por semanas, penou o penúltimo lugar entre as grandes do gênero no Brasil, à frente só da Kobo/Cultura. A Apple, que entrou nesse mercado em outubro, sempre manteve a liderança com folga.

Recentemente, a Amazon deixou para trás o Google e a Saraiva. No geral, é a segunda loja que mais vende no país.

Sua estratégia, avaliam editores, é ganhar mercado no chamado fundo de catálogo, com livros mais antigos. É mais fácil negociar descontos neles sem incomodar concorrentes.

O desafio é crescer nos lançamentos. Um problema é a proporção de aparelhos: enquanto há estimados 3 milhões de iPads e iPhones no país, o Kindle alcança só dezenas de milhares de leitores.

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