Acusado de matar Celso Daniel é condenado a 20 anos de prisão

A Justiça condenou a 20 anos de prisão o réu Itamar Messias dos Santos, acusado de matar em 2002 o então prefeito de Santo André, Celso Daniel. O júri aconteceu no Fórum de Itapecerica da Serra, na Grande São Paulo.

Daniel foi morto a tiros em 18 de janeiro de 2002, após ser sequestrado em São Paulo. Seu corpo foi encontrado baleado no dia 20 daquele mês numa estrada em Juquitiba, perto de Itapecerica da Serra. Para o Ministério Público, o então prefeito foi assassinado porque discordava do modo como era feito um esquema de corrupção na Prefeitura.

Santos é um dos sete acusados de matar Daniel. Todos foram julgados e condenados pelo crime, exceto o empresário Sérgio Gomes da Silva. Conhecido como Sombra, ele atuava como segurança do prefeito e é acusado pelo Ministério Público de ser o mandante do crime.

Segundo o Tribunal de Justiça (TJ) de São Paulo, Santos terá de cumprir a pena por homicídio duplamente qualificado (mediante paga ou promessa de recompensa e recurso que dificultou a defesa da vítima) em regime fechado.

O julgamento, presidido pelo magistrado Augusto Galvão de França Hristov, durou cerca de oito horas. O corpo de jurados que condenou o réu era formado por quatro mulheres e três homens.

O júri começou próximo do meio-dia, com a leitura da denúncia. Como não havia testemunhas a serem ouvidas, o interrogatório de Santos começou logo depois, mas ele optou por permanecer em silêncio.

Os debates começaram com o promotor Marcio Friggi de Carvalho, que teve uma hora e meia para falar. Segundo Carvalho, o réu forjou provas para parecer que o crime contra Celso Daniel parecesse um sequestro comum e para encobrir o mandante do esquema, Sombra. O promotor ainda afirmou que havia impressão digital de Santos no carro onde o prefeito estava.

Adiamento
O julgamento do réu estava previsto para acontecer em 16 de agosto deste ano, junto com o de Elcyd Oliveira Brito, outro acusado de matar Celso Daniel. Entretanto, o advogado de Santos convenceu o juiz a adiar o julgamento mais uma vez – isso já havia ocorrido em maio.

O argumento apresentado pela defesa de Santos é que tinha outro julgamento para participar na capital e que uma possível confissão de Elcyd nesta quinta poderia ser determinante para que a defesa se preparasse para a acusação. Na época, Gonçalves Filho afirmou ainda que seu cliente é inocente.

Brito foi condenado por júri popular a 22 anos de prisão pela morte do ex-prefeito. Ele foi o quinto acusado condenado pela morte do político, sendo que um deles recorreu da sentença. A defesa de Brito também apresentou recurso contra a condenação na noite do seu julgamento.

Além de Santos e de Brito, quatro pessoas também foram condenadas pelo assassinato. Em novembro de 2010, Marcos Bispo dos Santos recebeu pena de 18 anos. Em 10 de maio deste ano, Ivan Rodrigues da Silva foi condenado a 24 anos de reclusão, José Edison da Silva, a 20 anos, e Rodolfo Rodrigo dos Santos Oliveira Silva, a 18.

A defesa do suposto mandante, o empresário Sombra, apresentou recurso ao Supremo Tribunal Federal (STF) e conseguiu evitar, até o momento, que seu julgamento ocorresse.

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